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Paulo Igna, a busca pela ousadia e originalidade


No mundo das seis cordas pesadas, buscar o novo nem sempre é uma tarefa fácil. Mas Paulo Igna, guitarrista e idealizador do projeto Black Swell, optou por buscar novos caminhos em suas composições. Caminhamos juntamente com este artista para entender a cabeça do músico que busca algo novo, mesmo sabendo que não dá para inventar nada.

Lampião a Gás: Paulo, tudo bem? Quem te inspirou para iniciar sua carreira como guitarrista?

Paulo Igna: Olá, tudo bem? Eu tenho uma grande admiração por guitarristas viscerais como Tony Iommi, Dimebag Darrell, Scott Ian, Kerry King, mas em contrapartida me inspira muito os guitarristas de fusion, como Mike Stern, Al Di Meola, Pat Metheny, entre outros.

LAG: Você iniciou aprendendo violão, como boa parte dos guitarristas?

Paulo: Sim, tive algumas aulas de violão com um batera das antigas que não está mais entre nós que foi o Tio Mano. Ele me ensinou não só violão, mas também uma parte muito importante para compor que é o solfejar, deixei o violão e vi que me satisfazia mais a distorção da guitarra.

E comecei a pesquisar afinações, chegando na minha preferida, que é a Drop C, onde consigo compor com facilidade e colocar em prática aquilo que imagino.

LAG: Quais bandas você participou?

Paulo: Eu passei um bom período fazendo jams com amigos e tocando em bandas de garagem sem nenhuma pretensão. Até começar a compor e criar meu próprio estilo desenvolvendo o que viria a se tornar o Black Swell.


LAG: Como você vê a evolução e facilidades na área de música, do seu início, como músico até os dias de hoje?

Paulo: Cara! Não existem facilidades quando falamos de música pesada no Brasil! Agora globalmente falando, com o avanço da tecnologia, redes sociais, internet, plataformas digitais, estúdios, claro que tudo é mais rápido em relação as décadas anteriores, mas em contrapartida acho que a tecnologia fez com que a música, principalmente a música pesada tenha hoje em dia mais quantidade do que qualidade.

LAG: Ser musico no Brasil não é uma tarefa fácil. Como você administra sua vida na prática do instrumento e carreira musical no dia a dia?

Paulo: Primeiramente eu faço música pesada porque amo, invisto parte do meu tempo e do meu dinheiro sem ter retorno algum, pois é algo que me completa como ser humano. Eu não espero nada em troca. Tanto é que a filosofia do Black Swell é abordar temas científicos, religiosos e tecnológicos.

LAG: Você protagonizou o clipe Day of No Tomorrow da banda paulista Deathgeist. Como foi a experiência de participar do clipe?

Paulo: Foi bacana, a convite do Cláudio Tibérius, acho que vc deve conhecê-lo (risos). Eu me senti bem solto e a vontade para fazer os takes, foi breve mas deu para sacar que fico a vontade diante das câmeras. Curti muito fazer minha participação no clipe.

LAG: Como nasceu o projeto Black Swell?

Paulo: O Black Swell é um sonho de adolescente a muito tempo tinha isso em vista. O mais legal de tudo é que as coisas aconteceram naturalmente, e pude contar com artistas de renome como o Confessori, o Carito e o Pompeu que colocaram suas identidades no projeto trabalhando intensamente. Fiquei muito feliz por eles terem abraçado o projeto.


LAG: As ideias das letras tratam dos quatro elementos que compõe o mundo, terra, fogo, água e ar). Por que explorar estes temas em um álbum de estreia?

Paulo: A The Higgs Boson é um assunto que sempre me interessei, e procurei entender um pouco mais pelo fator existencial. O fato de eu poder abordar isso na música é porque eu acho primordial para os dias atuais, já que a proposta do Black Swell é abordar temas conceituais.

LAG: Onde o público pode encontrar este trabalho? Você pretende lançar mídia fisica?

Paulo: O EP The Higgs Boson stá disponível em todas plataformas digitais, inclusive no canal do YouTube, onde temos uma lyric vídeo da faixa Fire. Futuramente poderá ser lançado em mídia física.


LAG: Você pretende fazer algum show de lançamento do CD no fim da pandemia?

Paulo: Acho que estamos no início de um projeto, é preciso ter mais material para apresentar um show ao público. E é isso que estamos fazendo no momento. Compondo novas músicas para que no futuro possamos apresentar algo com qualidade e que possamos buscar parcerias para quem sabe realizar alguns shows.

LAG: Você está trabalhando em algo novo?

Paulo: Sim, estamos trabalhando em um novo tema neste momento.

LAG: Muito Obrigado pela entrevista, agora você pode deixar suas considerações e um recado para os nossos os leitores.

Paulo: Quero deixar aqui meu agradecimento a todos que apoiam a música pesada principalmente no Brasil pois todos sabem que não é fácil. Fazemos porque é algo que vem da alma, porque amamos, o público da música pesada, da música extrema sabe o que é verdadeiro e não se deixa enganar. Por isso deixo aqui a minha admiração a todos Headbangers.

Forte abraço e que estejamos todos mais fortalecidos diante das adversidades momentâneas. Viva o Metal!!!

Informações:

https://www.facebook.com/pauloigna.igna

https://www.youtube.com/channel/UCSDuOqoRV2_7BEFvdk2azDw

Por Claudio Tiberius

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