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Peluda, Rock´n Roll curto e grosso!



A Peluda é uma banda surgida na cidade de Lorena em São Paulo em 2017, através da afinidade entre os integrantes, e pelo desejo comum em formar uma banda de Rock Underground com músicas autorais, e com influências de outras bandas da cena roqueira mundial, tais como: Danko Jones, Motörhead, Olho Seco, Uriah Heep, UFO, Patrulha do Espaço, Made in Brazil, Kiss, Alice In Chains, Mötley Crüe, Creedence Clearwater Revival e Barão Vermelho.


A banda é formada por Helton Lobão, que começou sua carreira como baixista autodidata, formou a banda P.U.S.H. (Pure Use Of The Sick Hate), já na década de 90 ingressou na banda Smoke My Bones. Durante algum tempo ficou afastado da cena, porém jamais deixou de estudar música. Atualmente trabalha como roadie da Tublues.


William Roger de 23 anos, que entrou na música com apenas quinze 15 anos em uma banda tributo System Of a Down (Senseless War) e logo ingressou em uma banda autoral de Death Metal HC, o Dismembering ainda em atividade.


Cezar Heavy, um veterano na música, que começou a tocar guitarra e passou para o baixo e vocal ainda no início de carreia quando morava em São Paulo com a banda Curse e em seguida montando a banda Crom, ainda em atividade. Em 1998 volta para sua terra natal, Lorena e imediatamente forma o Tublues, banda autoral que pratica um Blues Rock e que já conta com 22 anos e seis trabalhos autorais lançados. Ao formar a Peluda, resolveu voltar ao seu instrumento de origem, a guitarra e assumiu os vocais principais e, assim, segue sua estrada ao lado de grandes músicos e amigos. Tivemos um breve bate papo com Cezar Heavy e o resultado você confere a seguir:


Lampião a Gás: Porque você resolveu voltar a tocar guitarra em bandas, depois de tanto tempo?

Cezar Heavy: Fazia um tempão que eu não tocava guitarra em uma banda. E estava muito afim de voltar a tocara, mesmo não sendo um guitarrista de verdade. Mas tenho a facilidade de compor e tocar o essencial para ficar legal (risos).

LAG: Além disso você também é vocalista, e quem acompanha seus trabalhos percebe que você migra pelos mais diversos estilos com muito conhecimento de causa, o que te levou a música?


Cezar: Minha família por parte de mãe me levou a música. Cresci escutando música erudita com meu avô, depois meus primos me iniciaram no Rock aos 11 anos com Kiss e Queen. E aos 17 anos, minha mãe me deu a minha primeira guitarra Giannini. Marca que uso até hoje, gravo e sou apaixonado. Tanto na guitarra como no baixo.


LAG: A Peluda, no meu modo de ver, acaba sendo uma mistura de influências dos integrantes, mesmo calçada naquele Rock mal-humorado e visceral, isso se deu de forma espontânea ou a ideia sempre foi essa desde o início?

Cezar: Sim! É toda essa mistura que disse. E já vinha sido planejada essa pegada tosca e sem frescura de técnica e de teoria. É fazer Rock como deve ser foi feito: tesão e sujo. Claro que, nos adequando na execução para que não soe como uma bandinha de fundo de quintal de quem não sabe tocar. Inclusive, no nosso EP de estreia, foi todo gravado ao vivo. De primeira, na lata!


LAG: Concordo com você! E qual foi a reação do público a essa pegada mais despojada?

Cezar: Putz mano!!! Muito ducaralho. Eu não esperava de forma alguma tamanha repercussão na mídias e redes sociais. Principalmente no Bandcamp onde a aceitação foi fantástica!


LAG: Partindo disso, você acha que o Rock tem que ser dessa forma, transgressor e intimidador? Qual a sua visão das diversas formas e sub estilos que o Rock assumiu ao longo do tempo?

Cezar: Transgressor e intimidador? Porra!!! Se não for isso, vai ser o que? Tenho até medo de falar de certas bandas da cena que são muito bosta e não agregam nada, em todos os sentidos. Tem que ser intimidador sim, pesado, sujo sem frescura e principalmente saber o que está falando e fazendo. Quanto aos estilos e sub estilos, só reconheço os que fundaram a cena. O resto é bobeira e mimimi.


LAG: Você, como um músico vindo do Heavy Metal e envolvido em algumas bandas de estilos diferentes, tem sempre a intenção de compor de forma pesada e densa?

Cezar: Boa pergunta (risos)! Em qualquer banda que eu estiver, montar e tal, sempre vou compor pesado e denso. Não tenho como escapar disso. Comecei em 1984 com a Curse, tocando Death/Thrash, na guitarra e, isso marcou muito. Até baladas que componho ficam pesadas!


LAG: O distanciamento social atrapalhou os planos da banda e quais são os próximos passo da Peluda para o que resta de 2020?

Cezar: Fodeu tudo, né? Uma pergunta que vou deixar sem resposta.


LAG: Muito obrigado pela entrevista, o espaço agora é seu para suas considerações e para deixar uma mensagem aos nossos leitores.

Cezar: Hum!!! Nós músicos, os que se foderam mais nessa porra toda de quarentena, divertimos vocês em suas casas com centenas e milhares de lives e agora, esperamos que, ao acabar toda essa parafernália, que vocês retribuam a mesma gentileza indo aos shows, comprando material, divulgando nosso trabalho e compartilhando nas redes sociais e dando o apoio merecido a quem merece.


Informações:

www.facebook.com/groups/peluda

www.instagram.com/peluda_oficial

https://peluda.bandcamp.com/releases

www.youtube.com/channel/UC51gBr9nVlUDlD6oba4vKhw/featured


Por: JP Carvalho

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